quarta-feira, 23 de maio de 2012

Policial morre durante tiroteio nas eleições presidenciais do Egito (Postado por Lucas Pinheiro)

Um policial morreu nesta quarta-feira (23) vítima de um tiro durante confrontos entre partidários de dois candidatos em frente a um local de votação no Cairo, neste primeiro turno das eleições presidenciais egípcias.

Segundo os serviços de segurança, o policial estava no local quando começou um tiroteio entre partidários de dois candidatos. Ele foi baleado no peito, e um civil ficou ferido na perna.

Apesar disso, a coalizão "Observadores para a proteção da revolução', composta por várias organizações de direitos humanos, qualificou de "promissor" o começo da votação.

As eleições parlamentares de novembro de 2011 e fevereiro de 2012 foram marcadas por muitas denúncias de irregularidades.

Os colégios eleitorais foram abertos às 8h locais (3h de Brasília). Mais de 50 milhões de egípcios estão convocados às urnas para escolher o primeiro presidente da democracia no país, em um pleito no qual partem como favoritos dois islamitas e dois ex-altos cargos do regime do ditador Hosni Mubarak.

Durante os 30 anos de governo de Mubarak, as eleições eram meras encenações, com resultados conhecidos de antemão. Os regimes anteriores, sob o domínio de faraós, sultões, reis e militares, tampouco eram democráticos.

Desde a deposição de Mubarak, em fevereiro de 2011, e a subida ao poder de uma junta militar provisória, o Egito vive uma fase de violência, protestos e impasse político.

A campanha eleitoral oficial, que durou três semanas, terminou no domingo (20). Durante esse período, houve o primeiro debate televisionado na história do país, envolvendo dois candidatos. Cartazes e faixas dominam as ruas.

Nenhum dos 12 candidatos deve obter maioria absoluta no primeiro turno, que acontece nestas quarta e quinta-feiras (24).

Quem vencer terá pela frente a enorme tarefa de realizar reformas e promover o crescimento econômico. As Forças Armadas, que foram um pilar do regime de Mubarak, devem manter uma considerável influência política pelos próximos anos. "Com estas eleições, completaremos o último passo do período de transição", disse o general Mohamed el-Assar.

Há poucas pesquisas confiáveis para indicar quem é o favorito.

O Ocidente, sempre receoso da ascensão de políticos islâmicos, e Israel, preocupado em manter a paz instaurada em 1979 com o Egito, acompanham atentamente o pleito, depois de verem os grupos islâmicos formarem maioria na eleição parlamentar que terminou em janeiro.

Muitos países do golfo Pérsico também se mostram preocupados com os destinos do mais populoso país árabe. Suas monarquias conservadoras até agora escaparam relativamente ilesas da onda de rebeliões democráticas que ficou conhecida como Primavera Árabe.

Tentando atenuar essas preocupações internacionais, o candidato da Irmandade Muçulmana, Mohamed Mursi, prometeu no seu comício final, no domingo, que "não vamos exportar nossa revolução para ninguém".

Mursi entrou na disputa na última hora, depois da exclusão pelas autoridades do candidato titular da Irmandade. Ele não tem muito carisma, mas pode se valer da forte estrutura da Irmandade.

Entre seus rivais estão Abdel Moneim Abol Fotouh, um político islâmico que atrai um amplo contingente de apoiadores, de liberais a radicais salafistas; Amr Moussa, ex-chanceler e ex-dirigente da Liga Árabe, cujo nome é muito conhecido dos eleitores; e Ahmed Shafiq, ex-comandante das Forças Armadas e último primeiro-ministro de Mubarak.

Numa arrancada de última hora desponta Hamdeen Sabahy, um esquerdista inspirado por Gamal Abdel Nasser, cujos "Oficiais Livres" derrubaram o rei Farouk em 1952 e estabeleceram o sistema que fez com que militares ocupassem a presidência nos últimos 60 anos.

Sob pressão dos Estados Unidos, Mubarak realizou em 2005 uma eleição presidencial com vários candidatos, mas as regras impediram qualquer desafio real contra ele. Outra votação deveria ter acontecido em 2011, mas ele foi derrubado antes disso.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Atentado suicida deixa ao menos 63 mortos e diversos feridos no Iêmen (Postado por Lucas Pinheiro)

Ao menos 63 soldados foram mortos nesta segunda-feira (21) em Sanaa em um atentado suicida contra uma unidade militar que ensaiava um desfile, indicaram fontes policiais à agência Reuters. Citando fontes médicas, a AFP afirma que o ataque deixou cerca de 300 feridos e um número ainda maior de mortos, 96.

O balanço anterior informava sobre 50 mortos e dezenas de feridos no atentado cometido por um suicida, que detonou seus explosivos em meio às tropas que preparavam na praça Sabiin o desfile comemorativo pelo 22º aniversário da unificação do Iêmen. O homem estaria disfarçado em meio aos militares, usando um uniforme.

O ministro da Defesa, Mohamed Naser Ahmad, e o chefe do Estado Maior, Ali al-Ashual, que que estavam no local quando ocorreu a explosão, saíram ilesos, segundo informou o Ministério da Defesa em um comunicado.

A polícia cercou os arredores, por onde permaneciam corpos de vítimas e uma grande mancha negra onde a bomba explodiu.

Al-Qaeda
Um oficial da polícia, o general Hamid Besher, indicou à Efe que as primeiras investigações apontam que a al-Qaeda esteja por trás do atentado, que tem indícios similares a outros ataques levados a cabo pelo grupo.

Este atentado coincide com o desenrolar de uma grande ofensiva militar em parceria EUA-Iêmen no sul do país, iniciada no último dia 12 contra os redutos da al-Qaeda na província de Abian.

Na última semana, dezenas de pessoas, entre militares e supostos combatentes, perderam a vida nos combates.

A atividade da al-Qaeda aumentou no Iêmen desde que há mais de um ano explodiu a revolta popular contra o regime de Ali Abdullah Saleh, cuja saída definitiva do poder aconteceu no final de fevereiro passado com a posse de Hadi, que até então tinha sido seu vice-presidente.

O Iêmen é a casa da Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP) e é considerado pelos Estados Unidos uma grande ameaça, não apenas para a segurança da região mas também para a sua própria proteção. Um instrutor militar dos EUA ficou ferido em um ataque a uma equipe militar norte-americana no domingo (20).

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Número de mortes em explosões na capital da Síria sobe a 55, diz governo (Postado por Lucas Pinheiro)

Pelo menos 55 pessoas morreram e 372 ficaram feridas nesta quinta-feira (10), após duas explosões na zona de Qazaz, periferia de Damasco, informou o Ministério do Interior da Síria.

Balanço anterior falava em 40 mortos e 170 feridos.

A maioria das vítimas, segundo o ministério, são civis.

O ataque está sendo considerado o mais violento desde o início da revolta contra o presidente Bashar al Assad, em março do ano passado, que já deixou mais de 11 mil mortos, em sua maioria civis, segundo avaliação da oposição.

Oito sacos estão cheios com restos humanos, informou a televisão citando o ministério da Saúde.

O governo e a oposição se acusam mutuamente pelos atentados, "os mais importantes na Síria desde o início da revolta" em março de 2011, segundo o opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

O atentado ocorreu às 8h locais (2h de Brasília), na hora do rush, perto de uma sede dos serviços de Inteligência, onde vários veículos foram incendiados.

Uma das explosões deixou um enorme buraco no solo.

A agência de notícias oficial "Sana" informou que os observadores da ONU inspecionaram o local onde aconteceram os dois ataques.

O chefe dos observadores da ONU na Síria, general Robert Mood, pediu ajuda internacional para conter a violência no país.

“Peço ajuda a todo o mundo na Síria e no exterior para deter a violência”, afirmou, ao chegar ao local do duplo atentado.

Os observadores se encontram na Síria para verificar o cumprimento do plano de paz da ONU que estipula, entre outras coisas, um cessar-fogo, em vigor desde 12 de abril.

Annan lamenta
O mediador internacional Kofi Annan condenou as duas explosões e pediu às forças sírias e aos combatentes da oposição que acabem com o derramamento de sangue, cumprindo a trégua.


"Estes atos abomináveis são inaceitáveis e a violência na Síria deve parar", disse Annan em um comunicado emitido em Genebra.

"Qualquer ação que sirva para escalar as tensões e aumentar o nível de violência só pode ser contraprodutiva para os interesses de todos os envolvidos", acrescentou.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Homem-bomba mata 9 próximo a mesquita na capital da Síria (Postado por Lucas Pinheiro)

Um homem-bomba matou pelo menos 9 pessoas e feriu outras 20 nos arredores de uma mesquita em Midan, no centro de Damasco, capital da Síria, nesta sexta-feira (27), informou a televisão estatal, em mais um golpe contra um precário plano de paz que a ONU acusa o presidente Bashar al Assad de não ter honrado.

A explosão atingiu os fiéis na mesquita Zain al-Abideen, que estava sob forte esquema de segurança para as orações da sexta, por ser muitas vezes ponto de partida de protestos anti-Assad, afirmaram ativistas da oposição. A mídia estatal disse que oficiais de segurança estavam entre os feridos.

"Estávamos tentando ir rezar na região, mas eles nos pararam em um posto de controle. A segurança não estava nos deixando passar, porque normalmente há protestos lá ", um ativista anti-Assad disse à Reuters do Líbano.

"Então, ouvimos a explosão. Era tão alta e, em seguida, ambulâncias passaram correndo por nós ", acrescentou o ativista. "Eu pude ver partes de corpos e pedaços de carne na estrada. A parte dianteira de um restaurante estava destruída. As pessoas estavam gritando. "

A televisão estatal mostrou imagens de carne enegrecida e uma mão mutilada jogada em uma passagem da auto-estrada enquanto soldados e policiais tentavam abrir caminho para as equipes de resgate nas ambulâncias.

Um morador que falou com oficiais de segurança no local disse que um homem havia se aproximado de soldados perto da mesquita e detonado um cinto com bombas quando foi abordado. Não houve reivindicação imediata de responsabilidade.

Mais cedo, uma forte explosão foi ouvida no distrito al Sinaa da capital Damasco perto de uma garagem utilizada por ônibus do governo e milicianos pró-Assad encarregados de impedir manifestações.

Lojistas disseram que a primeira explosão nesse local atingiu um Mercedes, que pegou fogo, ferindo o motorista. Não há mais detalhes sobre esse ataque.

Na quinta-feira, a violência no país deixou 22 mortos, incluindo 16 civis, mortos em confrontos com as forças do regime, e seis militantes leais ao presidente  Assad, que faleceram na região de Aleppo (norte).

A ONU diz que as forças sírias mataram mais de 9.000 pessoas na revolta que já dura 13 meses contra Assad. O governo sírio afirma que insurgentes mataram mais de 2.600 soldados e policiais. A oposição fala em mais de 11 mil mortos.

domingo, 22 de abril de 2012


Cristina Kirchner recupera a YPF e a alma argentina (Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre)



Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
        O “O Globo” e o “Jornal Nacional” da TV Globo estão apopléticos e babam de raiva. A fúria retrata as suas manchetes, que, se fossem canhões, bombardeariam a Casa Rosada de onde governa a Argentina a presidenta trabalhista Cristina Kirchner, que enviou mensagem, projeto de lei ao Congresso, que trata da nacionalização, da estatização da petroleira YPF, que foi privatizada pelo governo do presidente neoliberal Carlos Menem, que deixou um país importante como a Argentina sem o comando da sua indústria de petróleo. Anos depois, em 2001, o mandatário que vendeu seu país ficou em prisão domiciliar durante cinco meses, por ter sido acusado de cometer o crime de tráfico de armas. Oficiais também foram presos.
        O nosso Menem daqui, conhecido pelo nome de Fernando Henrique Cardoso (FHC), privatizou empresas brasileiras da importância e do gigantismo da Telebras e da Vala do Rio Doce. Não satisfeito, tentou privatizar a empresa símbolo do Brasil, a Petrobras, que, para ficar mais palatável, ao gosto dos estrangeiros, houve quem sugerisse mudar o nome da petroleira para Petrobrax, com “X” mesmo, em uma insensatez e indiferença à história do povo brasileiro que se torna difícil acreditar que essa gente colonizada e marqueteira medíocre tenha um dia chegado ao poder — à Presidência da República.
        Contudo, FHC já tinha avisado de suas intenções de realizar aventuras neoliberais. Quando ele se despediu do Senado em 1994, com o propósito de desmontar a Era Vargas, afirmou: “Um pedaço do nosso passado político ainda atravanca o presente e retarda o avanço da sociedade. Refiro-me ao legado da Era Vargas, ao seu modelo de desenvolvimento autárquico e ao seu Estado Intervencionista”. FHC queria o quê? O País não tinha nada. Era rural. Getúlio remodelou o estado nacional e o organizou. Somente o estado teria e tem (como demonstrou na crise mundial de 2008) condições de fomentar, desenvolver e regular a economia e, por conseguinte, permitir a melhoria da qualidade de vida da população, ainda mais na época de Getúlio Vargas.


Cristina deu uma banana para os espanhóis e outra para a imprensa golpista
        O executor do neoliberalismo no Brasil, o tucano FHC, criticou o legado de Getúlio no Senado, em 1994, como se fosse uma senha. Ele sinalizou aos estadunidenses e europeus, credores históricos, que desmontaria o estado brasileiro, com as vendas das estatais e do fechamento de instituições e órgãos públicos e com isso permitir a diminuição do estado nacional. Estado menor, mais dinheiro para pagar a dívida. Estado fraco significa mais poder para a plutocracia e para o capital predatório. Atitude que os estadunidenses, por não serem entreguistas, não fariam com o estado deles.
        As mesmas estratégias neoliberais e de desmantelamento dos estados nacionais foram colocadas em prática por vários presidentes em diversos países da América Latina no decorrer das décadas de noventa e da primeira década deste século. Os países não suportaram as políticas de diminuição dos estados por meio das privatizações, e seus povos ficaram à míngua, literalmente, porque até o acesso ao emprego foi negado pelas políticas de rapinagem impostas pelos seus governantes, que se alinharam aos ditames do Consenso de Washington de 1989, que disseminou o neoliberalismo (que teve o Chile como cobaia nas décadas de 1970/1980) da primeira ministra britânica, Margaret Thatcher, e seu aliado em espoliações e guerras, o presidente estadunidense, Ronald Reagan.
        Com o fracasso retumbante do neoliberalismo e as seguidas derrotas eleitorais de políticos e partidos que professaram tal sistema econômico na América Latina, além da crise mundial iniciada em 2008, os países que caíram nessa demoníaca armadilha, como o Brasil, passaram, por intermédio de eleições de presidentes de orientação trabalhista como o Lula, a fortalecer o estado, o mercado interno e aumentar os investimentos em educação, saúde, pesquisa, moradia, infraestrutura, e, o mais importante, pagar suas dívidas externas junto ao FMI, ao Bird e com isso se livrar desses órgãos de pirataria internacional, que sempre privilegiaram os interesses dos países ricos e considerados desenvolvidos.
        Nunca mais tivemos de suportar os técnicos do FMI chegarem ao Brasil para fiscalizar nossas contas, além de darem “lições” de como deveríamos proceder. Se eles são tão bons, deveriam ter avisado aos mercados financeiro e imobiliário internacional e aos governantes dos países ricos que, logo, logo, suas economias se derreteriam por causa crise econômica e financeira de 2008. A verdade é que o FMI e o Bird, apesar de serem considerados órgãos multilaterais, não passam, concretamente, de grupos associados de banqueiros que utilizavam esses “fóruns” como tentáculos da agiotagem em âmbito planetário e de espoliação e roubalheira das riquezas dos países pobres e em desenvolvimento. Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e até mesmo a industrializada Itália que o digam.

YPF foi vendida por Menem, o FHC de lá, que aqui vendeu a Vale do Rio Doce
        Com o fim da agiotagem explícita e da pilhagem sistemática das nações consideradas de periferia, os países imperialistas e colonizadores tiveram de se reinventar, porque os fluxos de riquezas que chegavam aos seus cofres oriundos dos países pobres e principalmente em desenvolvimento como o Brasil, a Argentina, a Rússia e a China diminuíram, e muito. Uma nova ordem se estabeleceu em âmbito mundial e os países ricos e poderosos tiveram de negociar, porque surgiram novos mercados e fóruns de debate e poder como o Mercosul, os Brics, o G-20, a Unasul, além de blocos econômicos e militares africanos, asiáticos, bem como o crescimento e a força dos países árabes, especificamente do Oriente Médio, que exercitam seu poder de reivindicação, no que concerne à política de enfrentamento de Israel, estado isolado pela comunidade internacional e que depende cada vez mais dos EUA e de poucos países europeus ricos, mas ainda poderosos como a França e a Inglaterra, que enxergam o país hebraico como um enclave militar e geopolítico edificado para defender seus interesses naquela região tão conturbada.
        Esses acontecimentos e as novas realidades mundiais enfraqueceram os países pitbulls. Por isso, forças regionais e emergentes como a Argentina, que tem uma presidenta nacionalista de perfil trabalhista e compromissada com o povo reagem à exploração e à falta de responsabilidade de uma empresa como a Repsol, petroleira espanhola que diminuiu a produção na Argentina e forçou, por anos, o governo a importar grandes volumes de hidrocarbonetos, porque os empresários espanhóis e seus acionistas se recusavam a investir no país, conforme rezam os contratos. Os europeus praticamente realizavam remessas de lucros cada vez maiores, sem agregar pesquisa, tecnologia e, evidentemente, o aumento da produção de combustíveis e outros derivados do petróleo.
        O “O Globo”, o “Jornal Nacional” e os especialistas de prateleira da “Globo News” estão histéricos e inconformados. Os comentários, os editoriais e os artigos são açodados, agressivos, irônicos e até mesmo desrespeitosos em relação à corajosa presidenta trabalhista Cristina Kirchner. Daqui a pouco a Miriam Leitão, o Demétrio Magnoli, o Arnaldo Jabor, o Merval Pereira, o William Wack e os repórteres do “JN” vão invadir a capital argentina, Buenos Aires, e todas as províncias produtoras de petróleo para destituir a presidenta e os governadores e entregar a YPF, que foi alienada pelo vendilhão da pátria, Carlos Menem, aos espanhóis, que apesar de enfrentar uma forte crise econômica e um desemprego que ultrapassa a casa dos 20%, jamais as remessas de lucro milionárias chegaram à mesa do povo espanhol.
        Os proprietários do sistema midiático privado brasileiro não tem jeito. Eles são imperialistas e entreguistas, pois colonizados e com um profundo complexo de vira-lata, o que os despoja de suas responsabilidades e compromissos com o Brasil. Cristina Kirchner e sua equipe não estão nem aí para a Espanha e a União Europeia. Os europeus que se virem e tratem de regular e regulamentar suas economias e parar de viver da exploração do trabalho e da riqueza dos países que outrora foram colonizados por eles. O recado é o seguinte: vão trabalhar sem explorar países e povos. Este recado deveria ser dado pelo Brasil e seu governo trabalhista a Portugal, à Espanha e a empresários brasileiros associados a empresários desses dois países que há anos exploram a telefonia brasileira, sem, no entanto, agregar valores, como pesquisa, tecnologia e a disseminação da banda larga em todo o País.

O Petróleo é nosso! Quando a imprensa ouve tal frase, o ódio a ela invade
        Pelo contrário, ficam a explorar a telefonia brasileira, que é continental, somente em regiões lucrativas, como o sudeste, e se recusam a investir no norte e no nordeste, porque, na verdade, não cumprem contratos e não querem trabalhar, dar duro, mas, sim, usufruir das milionárias remessas de lucro, que, evidentemente, o povo português e o espanhol não se beneficiam, porque somente os ricos acionistas e o governo espanhol e português tem acesso à dinheirama (nova derrama) proporcionada pelo povo trabalhador brasileiro, que há séculos sustenta, com a cumplicidade de maus governantes como o FHC, europeus incompetentes, que na terra deles nunca criaram um sistema de telefonia imenso e complexo como o brasileiro. Somente para citar esse segmento.
        A presidenta trabalhista Dilma Rousseff deveria, sem sombra de dúvida, nacionalizar o que foi construído pelos brasileiros e vendido a preço de banana para estrangeiros espertalhões se locupletarem com o fruto do trabalho e da inteligência de gerações de trabalhadores e técnicos brasileiros. A Telebras e a Embratel deveriam ser nacionalizadas, estatizadas. A Vale do Rio Doce também. Os espanhóis que se virem para recuperar suas economias. Cristina Kirchner recuperou a alma argentina. É isso aí.

sábado, 21 de abril de 2012

Conselho de Segurança aprova envio de mais 300 observadores à Síria (Postado por Lucas Pinheiro)

O Conselho de Segurança da ONU adotou por unanimidade neste sábado (21) uma resolução que autoriza o envio inicial de até 300 observadores militares não armados à Síria, por três meses, para monitorar um frágil cessar-fogo em um conflito de 13 meses no país.

A resolução russa-europeia disse que o envio da missão de observadores da ONU, que será chamada de UNSMIS, será "objeto de avaliação do secretário-geral (Ban Ki-moon) de desenvolvimentos relevantes no local, incluindo a cessação da violência."

A resolução do conselho também notou que o fim da violência por parte do governo e da oposição é "claramente insuficiente".

Monitores em Homs
A equipe de sete enviados da ONU que monitora a trégua proposta pelas Nações Unidas visitou neste sábado a cidade síria de Homs, e se reuniram com o governador local, informaram a agência estatal síria e um porta-voz da ONU.

Mas ativistas em Homs disseram que o bombardeio cessou apenas para fazer parecer que o governo cumpria a trégua, mediada pelo enviado internacional para a paz da ONU Kofi Annan. Segundo alguns opositores ao regime ouvidos pela agência de notícias Reuters, os bombardeios seriam retomadas assim que os monitores deixassem a cidade. "É muito claro que o governo sírio pode acabar com a violência sempre que quiser a qualquer momento no país", disse à Reuters Walid al-Fares, ativista da oposição em Homs.

Na sexta-feira, 10 pessoas foram mortas na terceira maior cidade da Síria e epicentro de uma revolta de um ano contra o presidente Bashar al-Assad, após pesado bombardeios das forças governamentais. Autoridades sírias dizem que estão lutando contra "grupos terroristas armados" e que eles ainda estão autorizados a responder a atos de agressão para manter a segurança, apesar de terem concordado com um cessar-fogo.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Bahrein tem confrontos de rua antes de treino da Fórmula 1 (Postado por Lucas Pinheiro)

Manifestantes e policiais protagonizaram confrontos durante a noite em aldeias xiitas relativamente distantes do circuito de Sakhir, onde aconteceu nesta sexta-feira (20) o primeiro treino livre para o Grande Prêmio de Fórmula 1 do Bahrein.

Dezenas de manifestantes responderam a uma convocação do movimento "Jovens de 14 de fevereiro", que prometeu um "dia de fúria", e se reuniram nas localidades xiitas ao redor de Manama.

As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral para dispersar o protesto.

Alguns manifestantes lançaram coquetéis molotov contra os soldados.

O Bahrein, pequeno reino insular do Golfo Pérsico, vive uma crise política há mais de um ano, com uma violenta repressão a manifestações por democracia dentro do contexto da chamada Primavera Árabe.

Os ativistas, da maioria xiita, exigiam a queda do regime do rei Hamad bin Isa al-Khalifa e da família real sunita.

A crise política chegou a cancelar a edição de 2011 do GP, e a confirmação da edição deste ano só ocorreu na semana passada.

Em nota, as autoridades disseram que "alguns perturbadores e vândalos foram detidos por tomarem parte de comícios e reuniões ilegais, bloquearem estradas e ameaçarem a vida das pessoas ao atacá-las com bombas de gasolina, barras de ferro e pedras".

A oposição diz que 95 organizadores dos protestos foram detidos em ações policiais noturnas na última semana, e que 54 pessoas ficaram feridas nos protestos. A polícia não apresentou cifras de presos e feridos.